segunda-feira, 22 de julho de 2013

Grandes obras de Engenharia: A usina de Itaipu


            Atualmente a maior usina hidrelétrica do mundo em termos de geração de energia, Itaipu é responsável por cerca de 17% do consumo total brasileiro e por 72% do consumo paraguaio. Em 2012 ela produziu aproximadamente 98 milhões de MWh, que é o recorde mundial de geração de energia.       
Em termos de tamanho, Itaipu conta com uma barragem de 7.919 m, que, na verdade, é uma junção de 5 barragens, sendo 3 de concreto (ala esquerda, ala direita e principal), uma de preenchimento, feita de terra e uma de enrocamento. Além disso, a elevação de sua crista é de 225 m.

A concepção de Itaipu

            Obter uma construção de dupla nacionalidade, já que aproveita os recursos hídricos do rio Paraná, e desse porte, exigiu uma série de acordos diplomáticos entre Brasil e Paraguai, e até mesmo a criação de uma instituição binacional que foi responsável pelo gerenciamento da construção da usina. Além disso, foi necessário um esforço integrado em termos de planejamento e execução, com a Mendes Júnior como líder do consórcio responsável pelo Projeto.
            Hoje a Usina conta com 20 unidades geradoras de energia, de maneira que quando entrou em operação, em 1984, ela era composta por apenas uma delas e foram ocorrendo incrementos de 2 a 3 unidades a cada ano. É fácil perceber que um empreendimento desse porte precisa ser dividido e executado por partes para que seu gerenciamento seja eficiente e, portanto, houve um trabalho cuidadoso quanto à viabilidade, aos impactos ambientais e sociais, ao planejamento das atividades e à provisão de recursos para sua execução.

O planejamento e a execução da Usina de Itaipu

            Uma obra como essa exige um cuidado especial em cada etapa do processo, desde o estudo de viabilidade até o início do funcionamento. Vários detalhes foram abordados ainda na fase de planejamento para o cumprimento do prazo, como um estudo cuidadoso da capacidade industrial do canteiro de obras e o dimensionamento de pessoal, visando atender ao prazo estipulado em contrato. Além disso, as atividades a serem executadas foram divididas em críticas e não críticas, visando o estabelecimento de critérios objetivos para priorização de tarefas.
            Já no campo do custo foi adotada uma política de reaproveitamento de materiais, como por exemplo, a rocha escavada foi britada e reutilizada como agregado graúdo na produção de concreto e como material para confecção da barragem de enrocamento.
            Nenhuma dessas medidas, porém, garante o sucesso da construção se a utilização adequada de materiais e métodos construtivos não for feita corretamente.  Foi crucial, como por exemplo, a aplicação de cimentos de baixo calor de hidratação (como CPIV), visto que graças ao grande volume de concreto, o rápido e elevado aumento da temperatura, além de perigoso poderia levar à saída de água, causando a retração e consequente perda de resistência da barragem.

A integração como ferramenta de excelência


            A Usina de Itaipu pode ser considerada uma das grandes obras de Engenharia do século XX. Fez a utilização de cerca de 40.000 trabalhadores e de aproximadamente 12.570.000 metros cúbicos de concreto, quantidade suficiente para a construção de mais de 200 estádios de futebol.
A realização de um empreendimento desse porte só foi possível graças a estratégias consistentes de planejamento por parte de seus idealizadores, de fidelidade na execução das atividades e de um esforço conjunto dos países e instituições envolvidas para se alcançar um objetivo comum, características essenciais para o sucesso no Gerenciamento de Projetos de Engenharia.

Fontes de Pesquisa:

ESTRATÉGIAS DE PLANEJAMENTO ADOTADAS NA CONSTRUÇÃO DE ITAIPU – José Marcos Donadon – União de Construtoras Ltda.

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