sábado, 20 de julho de 2013

O Gerenciamento de riscos e a saúde do Projeto



No Gerenciamento de Projetos, um dos aspectos mais importantes a se considerar é o Gerenciamento de riscos. Um risco, basicamente, é um evento ou uma condição futura que, caso aconteça, tem determinado efeito em um dos objetivos do Projeto. Esses objetivos podem se referir ao escopo, ao prazo, ao custo ou à qualidade.
Os riscos têm sua origem em incertezas, tornando-os inerentes a qualquer Projeto. É importante, então, o estabelecimento de critérios que determinem se a organização está disposta a aceitar o grau de risco a que uma dada escolha pode levar, o que denominamos como tolerância a riscos. Essa tolerância é definida de acordo com a probabilidade do risco acontecer e com o impacto que ele pode causar.
Por que correr riscos?

Com base nessas informações, seria de se esperar que os riscos sempre fossem evitados no processo de Gerenciamento de Projetos, porém isso não acontece. O motivo é que sempre existe, associada a um risco, uma oportunidade, que é o ganho que se pode obter a partir da mesma escolha ou atitude que leva ao próprio risco.
Então, por exemplo, na construção de um shopping, o projetista luminotécnico poderia disponibilizar dois projetos, de forma que um apresentasse um custo menor, com equipamentos usuais e layout tradicional e outro um sistema mais arrojado e moderno, com custo superior ao primeiro, porém mais confortável, o que poderia chamar mais clientes para o espaço. Nesse caso, a oportunidade seria o aumento de clientes e, consequentemente, de lucro para o shopping e o risco seria o aumento do custo do empreendimento sem um retorno adicional.
As etapas do Gerenciamento de riscos

            Existem dois tipos distintos de riscos, que são os riscos conhecidos, identificados e analisados de antemão, possibilitando o planejamento de respostas consistentes, e os riscos desconhecidos, que não se consegue gerenciar de forma proativa, criando a necessidade de um plano de contingência.
            Seguem abaixo as etapas a serem seguidas no Gerenciamento de riscos conhecidos, de acordo com o PMBOK – Quarta Edição:

Planejamento do gerenciamento de riscos: Definição das diretrizes a serem seguidas para se conduzir o gerenciamento de riscos;
Identificação dos riscos: Determinação dos riscos que podem afetar um Projeto e documentação de suas características;
Realização da análise qualitativa dos riscos: Processo de priorização dos riscos com base em sua probabilidade de ocorrência e impacto;
Realização da análise quantitativa dos riscos: Análise numérica dos efeitos do risco analisado;
Planejamento das respostas aos riscos: Desenvolvimento de opções e ações que aumentem as oportunidades e reduzam as ameaças aos objetivos do Projeto;
Monitoramento e controle dos riscos: Implementação dos planos de resposta aos riscos, monitoramento e controle dos riscos conhecidos, identificação e análise de novos riscos e avaliação da eficácia dos processos implementados para tratamento dos riscos.
Conclusão


            Todo Projeto bem gerenciado conta com um plano eficaz para Gerenciamento de riscos, que os aborde de forma consistente para cada caso. A organização deve se comprometer em lidar de forma proativa com os riscos ao longo de todo o ciclo de vida do Projeto e em todos os níveis e departamentos de que dispõe, aumentando assim as chances de sucesso.
            É importante que cada detalhe capaz de influenciar nos resultados obtidos por dado Projeto seja considerado. O Gerente de Projetos deve ser flexível e estar preparado para as várias situações a que o dinamismo da execução de um Projeto pode levar. Ele deve ter ciência de que imprevistos acontecem, antecipar-se a eles, se possível, e racionalizar ao máximo o processo e os recursos disponíveis para contê-los de forma eficiente, garantindo assim a satisfação das partes interessadas.

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